domingo, 27 de março de 2011

É o fim



Trilha sonora:


Voltei cedo, mas não se preocupem, não é o fim do blog. É só que hoje minha professora disse algo que me deixou pensativo... Disse que os profissionais da área da saúde quando contraem uma doença grave acabam por perder a fé, tornando a doença mais letal ainda, dando o exemplo de um PhD em câncer que contraiu a doença que ele mais havia estudado na vida, e morreu poucos meses depois... E se tomarmos isso como exemplo, acontece o mesmo em nossas vidas, só não é tão grave a ponto de levar a morte (ou não).

O que quero dizer é que tudo termina e sabemos disso, e às vezes a falta de fé leva a ver que algo está acabando e mesmo assim não fazer nada para não deixar acabar, ou prolongar mais um pouco. Acontece com os miojos no armário, os chocolates no pote, os relacionamentos, as notas escolares, os livros e com nós mesmos. O tempo não para e o que está feito já era, consertar nem sempre é a melhor opção.

Certa vez um homem me disse: "Tudo tem conserto. Uma vez que tenha acontecido algo, é possível acontecer novamente" Essa frase me deu esperança, mas o que eu realmente aprendi depois foi "Será que vale a pena tentar consertar?". É, meu fone de ouvido foi consertado várias vezes (e em uma das vezes eu me machuquei e não arrependo) e ele é algo que eu considero muito necessário, hoje ele está estragado, roubei o do meu irmão por enquanto, e não vou consertá-lo mais. Mas isso foi apenas um exemplo.

Continuando, mesmo que não se queira voltar atrás em algo, existem recaídas, geralmente quando se está bêbado, ou sobre efeito de remédios (né, Neto?) ou ainda em qualquer situação em que o psicológico não está apto a suportar o emocional, em outras palavras, não existe razão para a emoção, e voltando lá em cima, creio que esse seja o motivo da desistência de qualquer coisa na vida. O que leva a um paciente em estado semi-terminal a entregar-se ao que seja que esteja afligindo-o, ou um cara ir pra um bar e "desligar o cérebro" ou escrever no blog.

Bem, eu ia escrever mais, mas já está bem grande, então, só queria dizer que essa mensagem vai pra você, que desiste de tudo na primeira tentativa, ou em poucas tentativas (já pensou se o inventor da lâmpada tivesse desistido nas primeiras 100 tentativas?), e pra você que vive reclamando da vida. Ah e já ia me esquecendo, pra você também. ;)

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sábado, 26 de março de 2011

Azar existe?



Fala ae negadis, saudades de vocês, mó correria e pc está dando uns bug aqui que está me deixando puto...
Mas vamos ao post, negadis, não sou de acreditar em sorte ou azar acho que o que vale mesmo é a competência de cada um, mas na última semana aconteceram alguns fatos que estão me fazendo repensar no assunto:
first: De uns tempos pra cá me tornei uma pessoa muito confiante, só que com isso venho tendo alguns problemas, estou sendo taxado como a pessoa que, "se acha", foda não?
second:Lembra do meu último/primeiro post:http://naopensar.blogspot.com/2011/01/razoes-vs-emocoes-qual-seguir.html onde eu falava sobre seguir a razão ou a emoção, nas nossas decisões, então galera, contar pra vocês eu segui e razão e me fudi kkkkkkkkkkk não tomei a decisão que na moral eu deveria ter tomado, e no último fim de semana, tive uma surpresa, não considero como decepção pois ela só existe, quando agente coloca muita expectativa sobre algo... mas agora sei que devo dar ouvidos a Emoção \o/
É sei lá se posso considerar isso azar, mas essa última semana está sendo complicada negadis, mas azar ou não eu acredito que tudo na vida tem seu fim, momentos ruins e os bons também...
Em suma galera é isso, estava ficando envergonhado pois não estava postando, e não estar aproveitando a oportunidade que o Lucas Rato me deu, meus posts ficarão mais assíduos daqui pra frente.
Abraços e toquem o FODA-SE (Y)

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Seja um caçador - Vivendo o momento

Ta que essa série de posts não está das mais inspiradoras, mas já dizia meu avô (mentira, eu vi isso numa música, mas é legal dizer que alguém antigo disse): "Você precisa terminar o que começou, não importa o que seja." Então, que se inicie o post:



Existem dois modos de não viver o momento, um é pensar muito no passado e outro é pensar muito no futuro...

"E, enquanto nômades, os caçadores abandonam terras, roupas e armas, pois viajar com muita carga só atrapalha."

Aqui temos o exemplo de esquecer o passado, como dizia aquela velha frase "quem vive de passado é museu", que não deixa de ser verdade, mas esquecer o passado completamente não é de certo a melhor idéia, pois esquecendo-o é possível cometer o mesmo erro que fez o passado ser ruim. Veja bem, se eu deixasse o passado completamente para trás, eu não conseguiria escrever nada aqui, ou o que eu escrevesse não seria real, vivido por mim, e sim baseado em experiências de outras pessoas, vistas por minha perspectiva. Ou talvez deixasse de escrever mesmo.

Aqui vai um exemplo prático: Se você ta lendo aqui, provavelmente é por que gostou de ler outro post que escrevi (apesar de que esses mais recentes tão um lixo, seja esperançoso, um dia melhora), isso foi uma experiência do passado que foi guardada, mas que não te afeta emocional, social ou psicologicamente, mas afeta em suas decisões. Quem não ta lendo aqui é por que provavelmente não gostou e por isso não voltou mais, ou sequer conhece o blog. Esse é o jeito certo de viver, viver o presente tendo conhecimento do passado mas sem deixar o passado prejudicar. Não vou prolongar muito pois ainda tenho que citar o outro tipo:

"Caçadores estão sempre atentos para oportunidades - Adianta muito pouco aprender o comportamento de um animal se na próxima caçada você provavelmente vai encontrar outro. O importante é ser capaz de lidar com o imprevisto, ter sensibilidade e flexibilidade para captar um novo comportamento, ter jogo de cintura."


Nesse caso é apresentado o futuro. Pessoas que fazem planos pensando no futuro geralmente passam a vida pensando em fazer e não fazem nunca. Basicamente é o que acontece quando aqui fica muito tempo sem postar algo... Provavelmente todos nós autores desse blog pensamos "caramba, preciso atualizar lá" e as vezes até pensamos num assunto e no texto todo, mas por correria e outros fatores acontece o esquecimento e na hora de escrever algo some tudo.

É claro que todos desejam ter um momento pefeito na vida, seja um encontro, uma festa, um trabalho, uma aula ou qualquer coisa, e por isso montam scripts inteiros, como em um teatro, dentro da mente. Chega na hora, alguém não segue o script (isso é chamado livre arbítrio) e a pessoa que tinha tudo planejado sai frustrada. É melhor deixar acontecer. Tenho vários exemplos de dias em que eu não planejei nada e foi um dos dias em que mais me diverti na vida. Exemplos como a primeira festa de penetra, dançando festa junina em outra cidade sem nem ensaiar e etc. Assuntos para outra ocasião.

Bom, acho que é isso, talvez venha outro post desta seção, não sei se terminei, paciência gente. Ah, e acabei de ler um post aqui que dizia que era difícil mudar o pensamento de outras pessoas, então gostaria que tentassem fazer algo sem nenhum plano em mente, NENHUM MESMO, e depois me contar como foi. Se não quiser contar nos comentários tem o e-mail ali no canto, e se num quiser contar no e-mail também, num posso fazer nada.

Abraços!

-Lucas Rato

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sexta-feira, 11 de março de 2011

O que é a realidade?

Essa é uma das perguntas que não possuem uma resposta “correta”, pois cada pessoa tem um ponto de vista, e eu venho aqui hoje para tentar mostrar alguns pontos de vista sobre essa pergunta.

Vamos a um pouquinho de história:

Aproximadamente 450-500 anos A.C. antes do famoso Sócrates, existiam dois caras (filósofos) que tinham dois pontos de vista diferentes sobre a vida. Um achava que nada mudava, acreditava que a não transformação trazia a identidade. O outro achava que a realidade devia ser aprendida a partir da sua mudança, pois ele acreditava que as coisas mudam sem cessar.

Sócrates veio não para definir o que era realidade, mas sim para acabar com o conceito de realidade de todos. Era totalmente contra as certezas e utilizava da ironia com o objetivo de destruir o saber constituído para reconstruí-lo na procura da definição do conceito. Tanto que ele sempre disse: “Só sei que nada sei.”

Depois de Sócrates veio Platão, que criou o “Mito da Caverna”, o qual dizia que as pessoas vivem dentro de uma caverna, presas num mundo que não é real e só entram em contato com a realidade quando saem dessa caverna.

---------Mito da caverna.-------

Algumas pessoas dizem que existem várias realidades, que nós vivemos em uma realidade a qual a qualquer momento podemos mudar e nos tornar pessoas diferentes. Mulheres que apanham dos maridos e tomam a iniciativa de irem buscar a justiça para protegê-las, viciados em álcool e/ou drogas que largam o vício.

Outras pessoas dizem que existe apenas uma realidade e o que nos diferencia é a maneira como a vemos. Acreditam que o mundo é o mesmo, os acontecimentos são os mesmos, mas a nossa percepção faz com que reajamos de maneiras diferentes. Que desde quando nascemos somos afetados pelo ambiente em que vivemos, pelas pessoas que nos rodeiam e isso faz com que criemos crenças e filtros que fazem com que vejamos o mundo de maneiras diferentes.

E para você, qual o conceito de realidade? Você vive a realidade ou uma projeção dela ou uma percepção dela? Eu não posso lhe dizer quem está certo e quem está errado, afinal se até hoje ninguém conseguiu fazer isso, quem sou eu para tal feito? Só posso dizer o que Sócrates disse várias vezes:


“Só sei que nada sei.”

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Seja um caçador - Altruísmo



"Caçadores não se apegam a bens materiais - As sobras da caça são sempre divididas – é melhor contar com as futuras sobras da caça de seus colegas do que deixar a carne estragar."

Como eu disse que iria ir postando sobre o texto passado, aqui está o primeiro texto. O altruísmo é algo que não vemos muito hoje em dia. Já percebeu por exemplo que quando um idoso entra no metrô ou no ônibus a maioria das pessoas sentadas começam a "dormir"?

São em situações como essas que vemos o quanto nossa sociedade está se tornando egoísta. Às vezes até para fornecer uma informação as pessoas se fecham, pensam apenas nelas mesmas e em "garantir a sua comida" do que ver se o outro precisa de algo. E então chega um momento que é ela quem precisa da ajuda... Se o orgulho dela for maior, aconteça o que acontecer, ela nao pede ajuda. Mas não importa, o fim será triste.

Hoje presenciei a cena de um cara que ajudou um colega e esse colega enrolou para ajudá-lo. O altruísmo deve ser recíproco (caramba meu vocabulário tá foda), realmente hoje temos o receio de ser tanto altruísta como egoísta. Eu sou da opiniao que colhemos o que plantamos então acho que ele mereceu. E também penso que tudo, ruim ou bom, acontece por uma razão que nos favorece (hoje fiquei horas rodando no mesmo bairro e descobri onde tem show do Kaquinho Big Dog).

Há situações que são ruins sim, e que pode não haver um lado bom. Mas de que adianta ficar relembrando? O importante está em deixar o passado pra trás e viver o presente. E este é o assunto do próximo texto: "Seja um caçador - Vivendo o momento".

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Seja um caçador - Introdução



A uns dias atrás um colega meu me enviou um artigo publicado na Gazeta Mercantil sobre um estudo dos caçadores e nômades e esse artigo é muito rico em reflexões, retirando de uma coisa tão primitiva algo pra nossa atualidade. Vou colocá-lo aqui e depois vou fazer uma série de posts com base nele. Assim sempre tenho algo a escrever, pelo menos pelos próximos 5 dias.

A volta à Era dos Caçadores
Gisela Kassoy

Você já deve ter visto: os psicólogos andam estudando os rituais de acasalamento dos animais, os antropólogos estudando tribos primitivas, tudo isto para tentar explicar nosso comportamento afetivo e sexual. E porque não usar a psicologia evolucionista para entender nosso comportamento no trabalho?

Foi o que fez David Hurst, o Vice-Presidente das Metalúrgicas Federais Americanas e autor de vários livros sobre desempenho profissional. Hurst iniciou seus estudos com as tribos do deserto de Kalahari, talvez o último reduto de uma civilização nômade, sem noção de tempo, posse ou hierarquia. Posteriormente, Hurst comparou esta civilização (à qual ele chamou de caçadores) com a nossa (que iniciou com os pastores e agricultores). Veja algumas conclusões:

* Caçadores não se apegam a bens materiais - As sobras da caça são sempre divididas – é melhor contar com as futuras sobras da caça de seus colegas do que deixar a carne estragar. E, enquanto nômades, os caçadores abandonam terras, roupas e armas, pois viajar com muita carga só atrapalha.

* Caçadores estão sempre atentos para oportunidades - Adianta muito pouco aprender o comportamento de um animal se na próxima caçada você provavelmente vai encontrar outro. O importante é ser capaz de lidar com o imprevisto, ter sensibilidade e flexibilidade para captar um novo comportamento, ter jogo de cintura.

* Caçadores trabalham em equipe - Não há noção de hierarquia. A divisão de tarefas não implica em diferenciação de status. Saber ou poder mais não implica em valer mais. O valor mais importante é a troca – de comida, de presentes, de companhia – pois a garantia da reciprocidade é também uma garantia da sobrevivência.

* Caçadores se esquecem do passado - Nômades não insistem no que não está dando certo. Basta começar de novo.

Já faz tempo que nos comportamos como pastores ou agricultores: foram os atos de plantar e colher que nos ensinaram causa e efeito, que nos deram noção de tempo, que nos ensinaram a adquirir conhecimento, a usar o esforço e a perseverança. Mas trabalhar a terra fez com que nos apegássemos a ela e que passássemos a não mais compartilhar nossas posses. O dono da terra sentia-se dono das próprias pessoas, e se hoje quem tem poder é quem têm dinheiro ou amizades ou conhecimento, as coisas nem mudaram tanto assim.

Não estaríamos no momento de resgatar nosso lado caçador? Este é exatamente o ponto de vista de Hurst: o modelo agricultor/pastor só é eficaz em ambientes estáveis, Quando mudanças ocorrem a todo instante, o apego às previsões não pode prescindir da flexibilidade. Bill Harris, diretor de uma bem sucedida empresa de informática, vai além: "é necessário estar preparado para abrir mão do conhecimento num ambiente repleto de eventos desconhecidos", testemunha.

A globalização está nos transformando em nômades: se nós não mudamos, é o mundo que muda à nossa volta. As oportunidades de "caça" não se restringem mais ao nosso espaço. Voltamos às pequenas estruturas, ao trabalho em equipes e às redes, tendência que se observa mesmo nas grandes corporações, já que elas deixam de ser centralizadas.

Chega a hora mudança dentro de cada um de nós: a consciência de que nossa sobrevivência depende do muito mais do compartilhamento do que da posse.

Daqui a alguns dias coloco uma reflexão sobre o texto, e por aí vai. Abraços

-LucasRato

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dança e Expressão


Olá queridos leitores, por milagre estou voltando!!

"Você ta vivo??" Sim eu estou!!

"Por que parou de postar?" Não parei, dei um tempo, por causa dos estudos.

"O Lucas Rato te substituiu com o Maverick?" Claro que não, pois ninguém é substituível, mas o blog tava presisando de mais gente pra postar, então ele veio na hora certa.

"Você abandona a gente e acha que pode voltar assim?" Claro que não! Por isso estou escrevendo este post ;)


Parando de brincadeira e sabendo que ninguem sentiu minha falta, vamos ao que interessa. O POST!!


Para os que ainda não sabem ou não lembram eu faço aula de dança (que gay! ¬¬ ), voltei terça-feira e desde terça venho dançando diferente e as aulas estão um pouco diferentes também, acho que é um dos motivos da minha dança ter mudado. Mas o que me intrigou foi ontem, quando na aula de forró o professor pediu pra gente dançar o mais juntinho possivel das damas e após a música acabar ele perguntou para cada um:


"O que é a dança para você?"


As respostas foram diversas: aconchego, conforto, sentimento, expressão, coisa boa, etc..

"Ok, Pin. O que isso tem de interessante?"


Simples, esse é o motivo das pessoas dançarem! Elas se sentem confortaveis, acolhidas, fazem o que gostam e ainda podem se expressar a vontade, pois em um ambiente de dança de salão quase não há uma "interpretação errada" da dança. Cada música nos passa um sentimento diferente e é a expressão desse sentimento, feito por nós, que torna a dança algo bonito.

Mas isso não serve apenas pra dança, qualquer coisa que você faça que você goste e tede liberdade se torna algo bom de se fazer.


Ou seja, se você gosta, FAÇA! Ninguém pode te discriminar por algo que você goste de fazer ( a não ser que seja crime, ok?) e se alguém não gostar muito por preconceito, olhe para a pessoa, sorria e continue o que estava fazendo.


"A arte é a auto-expressão lutando para ser absoluta." Fernando pessoa

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